quinta-feira, 16 de maio de 2013

Dicas de Prevenção á Depressão


Durante o tratamento da depressão ou de forma
preventiva, é importante que a pessoa busque agir de maneira
a preservar o bom ânimo, o otimismo e uma boa auto-estima.
É imprescindível reconhecer que cada pessoa é responsável
por suas alegrias e tristezas e que a vida pode ser linda ou
horrível, dependendo dos olhos que a vêem.
Não há crescimento sem esforço pessoal. Sendo assim,
algumas dicas são válidas para que se evite o transtorno
depressivo ou para que a pessoa se recupere mais rapidamente
e com menor risco de recorrência:
 Faça alguma atividade física.
 Faça exercícios de respiração.
 Alimente-se adequadamente.
 Procure fazer amigos.
 Leia bons livros.
 Busque uma religião.
 Conte piadas. Dê boas gargalhadas.
 Planeje seu dia.
 Evite as drogas lícitas e ilícitas.
 Procure SER mais do que TER.
 Trabalhe como voluntário. Doe-se.
 Sorria, deseje “bom dia”, seja agradável.
 Seja mais tolerante com você. Perdoe-se.
 Viva um dia de cada vez. Evite a ansiedade.
 Busque formas saudáveis de obter prazer.
 Estabeleça objetivos a curto prazo em sua vida.
 Use técnicas de relaxamento para combater o estresse.
 Dê preferência a ambientes bem arejados e iluminados.

Faça caminhadas apressadas com a cabeça erguida e o

olhar focado no horizonte, mentalizando um objetivo a
alcançar.
 Cuide bem de suas atitudes para que as pessoas lhe enviem
boas vibrações.
 Observe o que há em você e que lhe faz uma pessoa única
e especial.
 Procure melhorar-se intimamente e rever sua postura diante
da vida, através do autoconhecimento.
 Experimente o contato com a Natureza.
 Além do corpo, alimente diariamente a sua alma.
 Livre-se dos ressentimentos. Alimente bons sentimentos.
 Fale sobre a sua raiva para que ela não se volte contra
você.
 Evite queixar-se da vida. Problemas são oportunidades de
crescimento pessoal.
 Não se compare com os outros, compare-se com você
mesmo em tempos passados.
 Cuide do seu pensamento. Você sente o que pensa.
 Ponha cores vibrantes em sua vida.
 Cante e dance. Liberte-se.
 AME e AME-SE !!!

domingo, 18 de novembro de 2012

Varíola



Classificada como uma das enfermidades mais devastadoras da história da humanidade, a varíola foi considerada erradicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1980. No entanto, a doença voltou às manchetes de jornal, em virtude da suposição de que ela possa ser utilizada como arma biológica.
Arquivo/Fiocruz
Orthopoxvirus variolae, microorganismo causador da varíola
Acredita-se que a varíola tenha surgido há mais de três mil anos, provavelmente na Índia ou no Egito. De lá para cá, ela se espalhou pelo mundo, causou inúmeras epidemias, aniquilou populações inteiras (como diversas tribos de índios brasileiros) e mudou o curso da história. Marcas causadas pela doença foram encontradas na face da múmia do faraó Ramsés II. A doença atingiu também personagens importantes da história ocidental, como a rainha Maria II da Inglaterra, o rei Luis I da Espanha, o imperador José I da Áustria e o rei Luis XV da França.
Em algumas culturas antigas, a letalidade da varíola era tamanha entre as crianças que estas só recebiam nomes se sobrevivessem a ela. No decorrer do século XVIII, a doença matava um recém-nascido em cada dez na Suécia e na França, e um em cada sete na Rússia. Não bastasse o medo da morte, os enfermos ainda tinham que enfrentar a possibilidade de carregar cicatrizes profundas, principalmente no rosto, ou mesmo de perder a visão – no Vietnã de 1898, 95% dos adolescentes carregavam marcas da doença, e nove em cada dez casos de cegueira eram atribuídos às complicações decorrentes da moléstia.
Sintomas e características
Arquivo/Fiocruz
O francês Louis Pasteur (1822-1895) foi o primeiro cientista a adimitir que a varíola era
causada por microorganismos
A varíola era uma doença infecto-contagiosa, exclusiva do homem (não sendo transmitida por outros animais, como a dengue, por exemplo), de surgimento e desenvolvimento repentinos e causada pelo Orthopoxvírus variolae, um dos maiores vírus conhecidos e que é extremamente resistente aos agentes físicos externos, como, por exemplo, variações de umidade e temperatura. O O. variolae pertence à famíliaPoxviridae, a mesma dos vírus causadores de formas variantes da doença, próprias do gado bovino (a varíola bovina), dos macacos, das galinhas e dos camelos.
A transmissão ocorria de pessoa para pessoa por meio do convívio e geralmente pelas vias respiratórias. Uma vez dentro do organismo, o vírus da varíola permanecia incubado de sete a 17 dias. A seguir, ele se estabelecia na garganta e nas fossas nasais e causava febre alta, mal-estar, dor de cabeça, dor nas costas e abatimento, esse estado permanecia de dois a cinco dias. Finalmente, a enfermidade assumia sua forma mais violenta: a febre baixava e começavam a aparecer erupções avermelhadas, que se manifestavam na garganta, boca, rosto e que depois espalhavam-se pelo corpo inteiro. Isso ocorre, porque o O. variolae parasita as células do tecido epitelial para se reproduzir. Com o tempo, as erupções evoluíam e transformavam-se em pústulas (pequenas bolhas cheias de pus), que provocavam coceira intensa e dor – era nesse estágio que o risco de cegueira era maior, pois, ao tocar o olho, o enfermo podia causar uma inflamação grave.
Até aqui, não existe tratamento efetivo contra a varíola. Quando ela existia, o máximo que se podia fazer era tentar amenizar ao máximo a coceira e a dor causadas pela doença e esperar que o organismo reagisse e vencesse o vírus. A sobrevivência do doente dependia da forma de varíola que ele adquiria, já que a enfermidade se divide em duas formas principais, a varíola major, com 30% de letalidade, e a varíola minor, também conhecida como alastrim, que era mais comum e com menos de 1% de casos fatais (também existiam manifestações mais raras da doença, como a hemorrágica e a maligna). Com o tempo, as pústulas secavam e transformavam-se em crostas, que desprendiam-se ao final de três ou quatro semanas. Caso o enfermo tivesse adquirido a forma major, essas crostas costumavam deixar cicatrizes permanentes na pele.
Médico inglês descobre a vacina
Arquivo/Fiocruz
Médico extrai linfa de bezerro
com vírus da varíola bovina para
inoculá-la em indivíduos sadios
No dia 14 de maio de 1796, o médico inglês Edward Jenner retirou pequena quantidade de sangue das mãos de uma camponesa e inoculou em um garoto de oito anos, com o tempo, constatou-se que a criança havia se tornado imune à varíola. Jenner realizou esse experimento após observar que pessoas antes infectadas com vírus da varíola bovina (bem mais branda) nunca manifestavam a varíola humana: estava descoberta a vacina contra a enfermidade. No entanto, Jenner não foi o primeiro a desenvolver um modo de imunização contra a varíola. Muito antes (por volta do ano 1000), a medicina tradicional chinesa já utilizava um método que constava em extrair o pus das vesículas em estágio avançado de um doente e inoculá-lo em jovens fortes e sadios. Normalmente, esses indivíduos adquiriam formas brandas da doença e a seguir tornavam-se imunes a ela. Seja como for, a descoberta de Jenner mudou a história da imunologia – a própria palavra vacina vem do latimvaccinus, de vacca (vaca).
A Revolta da Vacina
Arquivo/Fiocruz
Bonde virado em virtude de protestos gerados pela lei
que tornava a vacinação contra a varíola obrigatória
Em 1804, a vacina contra a varíola chegou ao Brasil por iniciativa do Barão de Barbacena, que enviou escravos a Lisboa para serem imunizados à maneira jenneriana – os escravos retornaram e a vacinação continuou de braço em braço. Somente em 1887, e graças a Pedro Afonso Franco, na época diretor da Santa Casa de Misericórdia, é que o Brasil começou a produzir definitivamente a vacina em vitelos dentro de laboratórios próprios. Em 1922, o Instituto Vacinológico fundado pelo próprio Barão Pedro Afonso foi transferido para o Instituto Oswaldo Cruz. Porém, o episódio histórico mais marcante ocorrido no Brasil envolvendo varíola, se deu no ano de 1904, a Revolta da vacina. Indignada com a lei proposta por Oswaldo Cruz que tornava obrigatória a vacinação contra a varíola e estimulada pela imprensa, a população promoveu cenas de vandalismo pela cidade que provocaram estado de sítio e uma insurreição militar que quase derrubou o então presidente Rodrigues Alves.
Foto do livro Febre Amarela
Cientistas da Fiocruz em laboratório produtor da
vacina antivariólica (7 de agosto de 1954)
OMS erradica a doença
Com o tempo, novas técnicas aprimoraram a fabricação da vacina contra a varíola, que passou a conter formas vivas de um vírus chamado vaccinia – de origem misteriosa, pertence à mesma família do O. variolae, porém muito menos agressivo. A vacinação em massa permitiu que o número de casos no mundo em cada ano caísse de 50 milhões, em 1950, para 15 milhões em 1967. Nesse mesmo ano, a OMS lançou um plano intenso para a completa erradicação da doença. O programa foi um sucesso e em 1977 registrou-se o último caso natural da doença na Somália seguido de outro ocorrido em Londres, em 1978, devido a um acidente de laboratório. Em 1980, após inúmeras verificações, a OMS finalmente declarou a doença extinta e pediu para que os laboratórios do mundo destruíssem suas amostras de vírus. Foram atendidos por quase todos, menos pelo laboratório do Centro de Controle de Doenças (CDC) de Atlanta, EUA e pelo Instituto Vector da Rússia, últimas instituições com estoques declarados do O. variolae.
Fontes:
– Hermann Schatzmayr, virologista da Fiocruz
– Febre amarela: a doença e a vacina, uma história inacabada, livro coordenado por Jaime Benchimol, Editora Fiocruz
– Organização Mundial da Saúde
– Dicionário de medicina e saúde, Luís Rey, editora Guanabara Koogan
– Doenças infecciosas e parasitárias, de Ricardo Veronesi, editora Guanabara

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Leucemia Mieloide aguda



O que é Leucemia mieloide aguda?

A leucemia mieloide aguda (LMA) é um câncer que começa dentro da medula óssea, tecido mole que fica dentro dos ossos e ajuda a formar células sanguíneas. O câncer se desenvolve nas células que, normalmente, formariam glóbulos brancos.
Aguda significa que a doença se desenvolve rapidamente.
Consulte também:
  • Leucemia linfocítica crônica (LLC)
  • Leucemia mieloide crônica (LMC)
  • Leucemia

Causas

A leucemia mieloide aguda (LMA) é um dos tipos de leucemia mais comuns entre adultos. Esse tipo de câncer é raro antes dos 40 anos. Ele geralmente ocorre por volta dos 60 anos. (Este artigo se concentra na LMA entre adultos.)
A LMA é mais comum em homens do que em mulheres.
As pessoas com esse tipo de câncer têm células anormais dentro da medula óssea. Essas células crescem muito rapidamente e substituem as células sanguíneas saudáveis. A medula óssea, que ajuda o corpo a combater infecções, para de funcionar corretamente. As pessoas com LMA se tornam mais propensas a infecções e têm maior risco de hemorragia à medida que o número de células saudáveis diminui.
Na maior parte das vezes, um médico não consegue afirmar o que causou a LMA. No entanto, acredita-se que os seguintes fatores podem levar a alguns tipos de leucemia, incluindo a LMA:
  • Determinadas substâncias químicas (por exemplo, benzeno)
  • Determinados medicamentos para quimioterapia, incluindo etoposida e drogas conhecidas como agentes alquilantes
  • Radiação
Problemas genéticos também podem desempenhar um papel importante na LMA.
Você terá um risco maior de LMA se apresentar ou já tiver apresentado um dos seguintes problemas:
  • Sistema imunológico debilitado (imunossupressão) devido a um transplante de órgãos
  • Policitemia vera
  • Trombocitemia essencial
  • Mielodisplasia (anemia refratária
  • Exposição à radiação e substâncias químicas

Traumatismo Craniano


O que é um traumatismo craniano?

O traumatismo craniano é caracterizado por qualquer pancada na cabeça que pode ser classificado como leve, grave, de grau I, II ou III, aberto ou fechado.
Causas comuns de traumatismo craniano são os acidentes automobilísticos, atropelamentos, quedas, perfuração craniana e durante a prática desportiva como por exemplo nas partidas de futebol.

Sintomas do traumatismo craniano

Os sintomas da traumatismo craniano são:
  • perda da consciência/desmaio;
  • dor de cabeça intensa;
  • sangramento na cabeça, pela boca, pelo nariz ou pelo ouvido;
  • diminuição da força muscular;
  • sonolência;
  • dificuldade na fala;
  • alterações a visão e na audição;
  • perda da memória;
  • coma.
Estes sintomas podem demorar até 24 horas para aparecer e por isso sempre que algum indivíduo bater com a cabeça fortemente em algo ou em alguém, ele deve ser observado atentamente dentro deste período, de preferência num hospital.

Consequências do traumatismo craniano


As conseqüências de um traumatismo craniano são bastante variáveis, podendo haver uma recuperação total ou até mesmo a morte. Alguns exemplos de consequências de um traumatismo craniano são:
  • coma;
  • perda da visão;
  • convulsões;
  • epilepsia;
  • deficiência mental;
  • perda da memória;
  • alterações de comportamento;
  • perda da capacidade de locomoção e/ou
  • perda do movimento de algum membro.
A gravidade das consequências deste tipo de traumatismo dependerão do local do cérebro afetado, da extensão da lesão cerebral e também da idade do paciente.
Muitas funções cerebrais são desempenhadas por mais de uma área, sendo que em alguns casos as áreas íntegras do cérebro assumem as funções perdidas em decorrência da lesão em outra área, permitindo uma recuperação parcial do indivíduo. Mas algumas funções como a visão e  o controle motor por exemplo, são controladas por regiões muito específicas do cérebro e se forem gravemente lesadas podem levar a uma perda permanente da função.

Tratamento para traumatismo craniano

O tratamento para o traumatismo craniano varia conforme a gravidade do caso. Casos leves devem permanecer sob observação hospitalar por até 24 horas. Indivíduos em estado mais grave devem permanecer hospitalizados por mais tempo, onde receberão todos os cuidados necessários para sua recuperação.
Medicações para dor e para a circulação deverão ser administrados, assim como diuréticos e o correto posicionamento no leito hospitalar. Pode ser necessária a realização de cirurgias à face e à cabeça.